O que melhor fala sobre mim é a minha paixão pela vida. Uma paixão que tudo abrange e que é o meu norte.

 

 

Fala também a curiosidade enorme,  que me impulsiona a conhecer de tudo um pouco, na ânsia por navegar todos os mares, sem no entanto sair do lugar.

 

 

Descendente de italianos, portugueses e índios, nasci em uma cidade no interior de Minas Gerais que, como o próprio nome diz, São Sebastião do Paraíso, é um paraíso. Na memória, rasgos de uma infância muito feliz, passada até os nove anos na terrinha. Depois de uma breve permanência em São Paulo, mais um curto período em Mococa e a volta para a cidade da garoa.

 

 

Época feliz, aquela do interior, embora muitas experiências contraditórias tenham se sobreposto. Momentos radiantes e, outros, não tão agradáveis, se entrecruzando e deixando marcas indeléveis em minha alma, ainda ingênua diante da vida.

 

 

Foi a fase das férias na fazenda, das cavalgadas pelo campo, das pescarias de peneira e das fugas arrojadas dos touros bravios, que me forçavam a subir em árvores, pular cercas de arame farpado e atolar-me nos criadouros de porcos, feliz da vida pela corrida e por ter conseguido escapar. Época dos jatobás grudando na garganta, da carne de veado e das brincadeiras com sapos, dos encontros com as cobras d'água e da terra e, até mesmo, pasmem, uma poderosa mordida de cavalo no braço esquerdo.

 

 

Época das primeiras braçadas e da maravilhosa sensação de dominar as águas, de dominar o carro (aprendi a dirigir muito cedo) e de curtir a minha paixão pela dança clássica. A dança espanhola vinha no pacote, já que Dona Margarita, minha professora, não deixaria por menos. Ah...as castanholas, os desfiles pela praça na garupa do cavaleiro, as apresentações nas cidades vizinhas.

 

 

Meus primeiros sonhos, minha primeira escrita, minhas tardes de hibernação na biblioteca da escola ou plantada diante da estante da casa dos amigos, devorando as coleções de José de Alencar, Machado de Assis, a Mitologia Grega (do 1º ao último volume), os romances água com açúcar de M. Delly,  os contos de fadas, as poesias... Tudo era alimento para minha paixão pela literatura.

 

 

Época do primeiro namorado, do primeiro beijo, da primeira desilusão.  Mas, também, uma fase de sonhos e fantasias. Meu pai, outro sonhador, de quem certamente herdei essa capacidade de voar, encantou a cidade, na época, atraindo uma equipe de atores e atrizes para a realização de um filme. O  protagonista, hoje conhecido ator de novelas, Hélio Solto, estampado em uma bela foto autografada, acompanhou-me em segredo nos mais lindos devaneios pré-adolescente, embora nunca tivesse conhecimento disso.

 

 

Mais tarde, o namoro da adolescência, o Colégio de Freiras, o teatro da escola, o primeiro emprego... Uma classe para alfabetizar...ah...que alegria ouvir uma primeira leitura, ver uma primeira escrita...E que sufoco, a primeira pergunta que não se sabe como responder, afinal, a professora tem que saber tudo, sempre. Ah... quanta coragem foi necessária para quebrar esse mito, pelo menos ali, naquele momento.

 

 

E depois, o casamento com um médico da terrinha, os três filhos, a faculdade e... mais um filho. Os vários cursos, um novo emprego e tanta coisa boa nesses anos todos. As partidas de tênis, as viagens, os jantares, a escola dos filhos, as lições de casa. E depois, as namoradas e os namorados, as saídas noturnas e as preocupações, o primeiro terno dos filhos mais velhos, o Baile de Debutantes da única filha. 

 

 

Entre tudo isso várias dores, mas dessas não vou falar. Basta saberem que em inúmeros momentos pensei morrer. Minha mãe sempre presente, minha maior amiga, embora nossos gênios fortes geralmente se confrontassem, foi sempre a pessoa que mais me ajudou. 

 

 

E logo toda a tristeza passava, pois não sou muito de amargar em dores. Logo, o sol brilhava por dentro, extravasando, e um novo caminho se adivinhava, entreaberto. O riso voltava, a alegria de viver estourava novamente suas cores, a vontade de dançar dava movimento ao corpo, e a vida se enfeitava outra vez.

 

 

Finalmente a decisão de continuar o restante do caminho só. Talvez não para sempre, mas abrindo mão do companheiro. Laços que demoraram a se romper...uma história dentro de uma história...momentos cruéis, novas e grandes responsabilidades, solidão, medos. E o passar dos anos...

 

 

Cinqüenta e quatro anos depois daquele 7 de agosto glorioso, em que dei entrada nesse mundo, ainda estou engatinhando na arte de viver, mas preservando com garra leonina a minha paixão pela vida. Tenho me concentrado em ser feliz enfrentando os terremotos e maremotos da minha vida. Os amigos são fundamentais nessa empreitada e têm sido muito bondosos e compreensivos comigo ao longo dos anos.

 

 

Entretanto, Ele é o meu maior esteio.  Sou católica, e como costumo dizer, Deus tem estado à frente e comigo em cada momento, preparando a minha trajetória e sustentando-me nos momentos de fraqueza; acenando-me alternativas, passando a mão em minha cabeça,  sossegando minha mente e acalmando meu coração temeroso, em todos os  momentos.

 

 

Não existe um segundo sequer, em toda a minha existência, em que eu não tenha me sentido amparada por Ele. 

 

 

A vida profissional também diz muito sobre mim. Atuo como Coordenadora Pedagógica em uma escola particular há vários anos.  Sou Psicóloga, com especialização em Psicanálise (freudiana), pós-graduada em  Psicopedagogia Clínica e, ao longo de anos de estudos e cursos, adquiri alguns conhecimentos e vivências na área esotérica.

 

 

Comecei a me interessar pelo computador no Colégio em que trabalho e não consegui desgrudar mais. Tenho alguns sites, meus xodós, dos quais muito me orgulho. Meu tempo é dedicado à família, ao trabalho, aos amigos e ao computador. Sinto-me  recompensada quando verifico que as mensagens, os poemas, os jogos, as músicas, as imagens que escolho para os sites têm sido de utilidade às pessoas. Trazem conforto, estímulo, crescimento e diversão. Ajudam pessoas em recuperação, em isolamento.

 

 

Mas falemos dos meus maiores defeitos: os tradicionais dos leoninos. Adoro um palco, adoro brilhar, sou um bocado egoísta e individualista, um tanto autoritária e, às vezes, orgulhosa.

 

 

Em contrapartida, tenho algumas qualidades a meu favor: sou justa, fiel, tenho espírito de liderança, visão e, acima de tudo, procuro sempre estimular o que há de melhor nas pessoas, pois adoro ver o crescimento dos que estão à minha volta.

 

 

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