TOQUE

 

Tocaram-me num dedo

Um dedo magoado

Feito por ninguém e por ti

União de sangue

Até que o sempre deixe a palavra

Em que desmaiei

No imenso mar deste amor.

Foi dor intensa

É dor imensa

Qual maltratam teu nome

Tua origem, minha raiz.

É dor temente

Quando ferem

E apedrejam o meu querer

É dor infinita

A mal decência de nós

As línguas serpenteadas

Que negam o paraíso

É dor saudada

Ao dizerem são pétalas

 A definição perfeita

Do toque imperfeito

A que chamaram – Paixão.

 

Luis Paiva Adães

05-01-2004

adães.luis@sapo.pt

 

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