adeus, amor
sylvia cohin
 
 
amor amado cheio de fervor
de tão devoto, sem precedente,
dilacerado o peito  sem temor,
exposto o avesso impiedosamente...
 
do coração rendido só clamor...
não restou nada
senão o rastro de uma grande dor
 
prévio sinal... aceno aos olhos teus...
surdos ouvidos aos avisos meus...
inútil prece... imploro força a Deus...
é hora de dizer - amor... adeus!!
 
 
sylvia cohin
 
bahia - brasil
10.12.2004
 
 
 
 
 
 

“Teu Adeus”

Luiz Gilberto de Barros – Luiz Poeta

luizpoeta@luizpoeta.com; luizpoeta@globo.co

luizpoeta.com

 

Teus olhos me olharam por entre os cabelos

Que sobre tua face se esvoaçavam;

Teus lábios, senti desejo de tê-los,

Pelos teus lábios meus lábios clamavam.

 

Tentei disfarçar, porém teu olhar,

Dentro dos meus olhos, meus olhos tentaram;

Tentei suportar pra não te beijar,

Meus lábios amantes teus lábios beijaram.

 

O primeiro beijo, repleto de amor,

Não é como este que agora me dás,

Este beijo é triste, beijo sem calor,

Tua partida rouba minha paz.

 

A lua tão linda, agora é feia,

Não são dos meus olhos mais os olhos teus,

Embora tu partas, espero que creias,

Minha tristeza é o teu adeus...

 

Teu adeus...

 

Adeus.

Direitos Autorais Reservados

Escola Nacional de Música - UFRJ - RJ

 

 
 
 
Adeus Amor
Vera Mussi
 
 
Não houve uma despedida
 muito mais que isso !
A fuga das horas perdidas ...
Um eterno compromisso !
Deixo-te só...
sem as amarguras !
Quero-me só também...
 Irei em busca das ternuras
que meu coração sempre pediu !
Fui sempre carente
A mais pura !
Procuro alguém...
que sem nenhum esforço
Pretenda me amar
 Como sempre desejei !
Já tive amores
com tantas dores ...
Dispersas em
cicatrizes
Mal curadas !
Nada foi em vão ...
 Aceitei tal decisão !
Até o perdão
Eu pedi !
Agora ...
das raízes é a razão !
Devo dizer-te
Amor !
 Um solene adeus será
capaz de por fim
em tudo que não vivi ...
Nunca te compreendi !
Assim ...
Terei a paz
que tanto almejei !
Me libertei !
 
 
 
 
Adeus, amor
Flori Jane
 
 
Quisera, amor, jamais dizer-te "Adeus"
Afastar de mim esse cálice, indefinidamente
Fazer de tua voz um sussurro inaudível
Desmentir, no olhar, teu pedido inclemente
 
Não deverias deixar-me assim, inesperadamente
És insensível ao esperar que eu te esqueça
Se o amor ainda me inebria, intensamente
És de pouco amar, se em tão pouco me esqueceste...
 
Tenho certeza ...
Não te diria "Adeus" jamais
Sem um bom motivo, o meu amor não se desfaz
 
Deixo-te livre
Mas não me peças o impossível,
Esquecer-te, jamais, amar-te-ei ainda, amor
 
"Adeus" !
 
 
Flori Jane
São Paulo - Brasil
11/12/2004
 
 
 
 
NÃO DIGO ADEUS
Lêda Mello
 
Não digo adeus.
Adeus é nunca mais.
Nunca mais
retribuir o sorriso,
trocar olhares,
escutar a voz,
acariciar a pele,
partilhar vida,
sentir o aconchego do abraço,
aquecer-se no calor dos beijos,
de quem se amou.
 
Que sei eu do amanhã?
 
Arapiraca (AL), 11.12.2004
 
 
 
 
ADEUS
Mercília Rodrigues

Haveria sempre ter que ir embora !
Separados corpos, incontáveis horas ...
Sensação tristonha, um vazio tamanho!
Lágrimas contidas e sabor estranho.
Beijo amargado a cada dito adeus.
Repetido abraço e temores meus!
Nunca esquecido o último beijo.
Promessa veladas, ardor e desejo!
Em nossos braços nascia o calor.
Ensandecida paixão, enlouquecido amor !
Últimos acordes... enlevo e loucura.
Resta a noite dormida e sua formosura !
Beije-me outra vez, é chegada a hora ...
Digo-lhe adeus... devo ir-me embora  !
 
 
 

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