MAGIA
 
 
Havia qualquer coisa em nossa voz...
Talvez uma suave melodia...
um apelo lançado sobre nós
que ambos fascinava e enternecia...
 
Pairavam entre nós tantos apelos,
desejos que trazíamos guardados,
tímidos sussurros dos teus zelos,
murmúrios de meus sonhos, tão velados...
 
O Passado trazendo num cortejo
memórias, anseios e lembranças
sopradas com o hálito de um beijo
numa aragem suave de esperanças...
 
Os eloquentes e tímidos sinais
falaram a linguagem dos segredos.
Contaram nossos sonhos ancestrais
sem pejo, despiram nossos medos...
 
Sonhámos... ou sentimos? Não sabemos
se foi uma atração, se encantamento,
se apenas um acaso ou alquimia...
E a poção ungida que bebemos
fundiu-nos, ampliando o sentimento
deste Amor tão envolto de Magia !
 
Sylvia Cohin
&
Fernando Peixoto
Brasil - Portugal
13.05.2005 
 
 
 
 
 
 

 

(versão espanhol: Rosenna)
 
 
 
MAGIA

Habia cualquer cosa en nuestra voz...
Tal vez una suave melodía...
un apelo lanzado sobre nosotros
que a ambos fascinaba e enternecía...

Acechaban entre nosotros tantos apelos,
deseos que traíamos guardados,
tímidos susurros de tus celos,
murmullo de mis sueños, tan velados...

El Pasado trayendo en un cortejo
memorias, ansias y remembranza
sopladas con el aliento de un beso,
en una brisa suave de esperanzas...

Las elocuentes y tímidas señales
hablaron el lenguaje de los secretos.
Contaron nuestros sueños ancestrales
sin impedimiento, desnudaron nuestros miedos...

¿Soñamos...o sentimos? No sabemos
si fue una atracción, si encantamiento,
si apenas una casualidad o alquimia...
Y la poción ungida que bebimos
nos fundió, ampliando el sentimiento
de este Amor ¡tan envuelto de Magia !


Sylvia Cohin
&
Fernando Peixoto
Brasil - Portugal
13.05.2005

 

 

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