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Meus
Versos !
Sylvia
Cohin
São pedaços de
minh´alma,
lamentos, risos, são
gritos...
São todo meu
sentimento
vestido de sonho
e tormento...
Os meus versos são
poesia
que faz ponto em
cada esquina
e alimenta a
rebeldia,
tão
vadia
da poetisa, da
mulher ou da menina.
Os meus versos são
pessoas
muito más ou muito
boas.
São alento e
desespero,
são pranto.
Da emoção, sempre
o canto.
Do amor são o espanto
!!
Os meus versos são
matizes
delicados da
esperança,
São corpos de
meretrizes,
Do sonhador, a
bonança,
Dos loucos são
companheiros,
Dos amantes,
alcoviteiros.
Perambulam os
meus versos...
Sua pátria é o
Universo.
Dormem pelas
calçadas,
Vagueiam,
São voz dos
desesperados,
Conforto de
abandonados,
Gorjeiam,
Cada verso é uma
rima
Que atrai o
amor feito ímã.
Os meus versos são
patentes
da emoção que se
sente,
São fibras que se
desdobram
Vibrações
!
Da vida tudo
cobram !
Os meus versos são
sementes
que morrem pra
reviver
São gozo, são só
prazer...
São minha voz
cantadeira,
São coragem
bandoleira,
A liberdade de
Ser !
Os meus versos sou
eu...
...e são você
!!
Bahia -
Brasil
20.05.2004
TEUS VERSOS, SYLVIA !
Fernando Peixoto
Teus versos são a espoleta
que provoca a explosão:
catapulta de poeta
com palavras de emoção!
Pões neles o coração
com flores de sentimento
e
transformas em canção
o
curso do pensamento.
Por isso, nesse momento
de
fascínio e de magia
explode o encantamento
da
mais pura Poesia.
Tu
tocas os corações
e,
mesmo os que andam dispersos
ficam presos de emoções
nas palavras dos teus versos.
Essa sensibilidade
que pões em tudo o que cantas
é
feitiço, de verdade,
com que a todos nos encantas.
Poesia é uma Arte
mas também uma ciência
que em palavras se reparte
em
nacos de inteligência.
E
acabas por atrair
mil poetas em cadeia:
ninguém pode resistir
ao
teu canto de sereia!
Teus
poemas são a chave
com que
abres o teu peito,
são as asas de
uma ave
voando num céu
perfeito.
Se
tantos erguem a voz
E te olham
como um Farol
é
porque brilhas em nós
como o mais potente Sol
!
E
por isso um doce enleio
me invade e em
mim perdura
no encanto com
que leio
os teus versos
de ternura.
Fernando Peixoto
Vila Nova de Gaia - Portugal
25 de Março de 2005
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