A criança e seus direitos

 

(Autor Valeriano Luiz da Silva)

 

 

Toda criança tem direito a educação

Até seu ponto de vista merece atenção

O menino por ser pequeno se lhe dá pouco valor

Lembremos que ele vai crescer e precisa de afeto e amor

 

A criança tem direito a guardar os seus segredos

Temos que respeitar até seus tipos de brinquedos

A criança tem direito de lutar contra injustiça

Ao não fazer tarefa nem sempre é preguiça

 

Até as crianças passam por momentos de aflição

Nem elas estão imunes do estresse e depressão

As coisas agravam muito...

E alguns pais não querem assunto

 

A criança tem direito que respeite sua tristeza...

Muitas vezes seus sofrimentos provem da pobreza

Nem sempre a nobreza...

Quer dizer que é riqueza

 

A criança tem direito de cometer um engano...

Há pais incompreensíveis que já vem lhes maltratando

A criança tem direito de condições para crescer

Ajudemos nossas crianças a progredir no saber

 

A criança tem direito a ser bem amada

E não viver como um saco de pancada

Há muitas que desde pequena sua vida já é um veneno

E por não ter o que comer alimenta até de feno

 

A criança tem direito ao total respeito...

Tanto os da mansão como os do casebre e do gueto

A criança tem direito a um crescimento perfeito

Seja pobre seja rica não tratemos de qualquer jeito

 

Toda criança tem direito a uma boa alimentação

Porém umas têm muita carne outras sua riqueza é o feijão

Algumas comem rosca dura...

Outras só farinha e rapadura.

 

Toda criança tem direito de ficar longe do frio e da fome

Há! Se um dia mudar o coração do bicho homem!...

A criança será considerada parte da sociedade

Pelos adultos serão tratadas com mais humanidade

 

A criança que delinqüir há que se punir...

Há maneiras de corrigir sem a elas se ferir

Sem manchar a sua imagem

O que pode levar a vadiagem

 

A criança tem direito de se equivocar

Pois até os adultos vivem sempre a errar

Se quiser salvar sua alma uma criança tem que se tornar

Para que nossas muitas faltas o Senhor possa perdoar

 

A criança tem direito de pedir e reclamar

E os seus desejos nós temos que respeitar

Em nosso e outros países muitos não respeitam as crianças

Começam a trabalhar muito cedo ainda na infância

 

Até os bens das crianças tem que ser respeitados

Uns tem muitas coisas, pois seus pais são abastados,

Outros são pobres tem apenas brinquedos ganhados

E os pequenos delinqüentes o que tem foram roubados

 

Não forcemos as crianças a abdicar seu bom sentido

Mesmo na escola seu falar tem que ser ouvido

Seu princípio religioso tem que ser respeitado

Pela nossa constituição ela está amparada

 

Toda criança tem direito de brincar e passear

Mas na hora séria elas têm que estudar

O que pretendem ser no futuro o pai pode sugerir

Mas não deve influenciar no que o filho vai decidir

 

No futuro os governos devem criar uma ouvidoria

Para atender as crianças perante uma pretoria

Se isto acontecer vai acabar a barbaridade

Os transgressores serão punidos com severidade

 

Anápolis-Go 21/02/04

valerianols@globo.com 

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Avós e netos no mundo hodierno...

 

Autor Valeriano Luiz da Silva

 

 

Diz que os avós são pais duas vezes

Chega fazer pro neto o que para o filho não fez

E nesta vida de tanta correria

Falta algum tempero na família

 

Fora de casa os pais correm atrás do pão

As crianças quando não estão na escola estão na natação

Hoje já não brincam de roda, estilingue ou de pião,

Alguns vão pra escola de música de dança ou pra frente da televisão

 

Mas existe uma saída que traz à criança certo vigor

É a atenção dos avós com sua paciência e muito amor

Os avós contam história inventam brinquedos na hora

Muitos ficam chorando quando os netos vão embora

 

Até mesmo na fazenda ou na roça

As crianças tiram leite, andam a cavalo ou na carroça,

Pela liberdade que não têm em casa

Perto dos avós elas criam asas

 

Os avós contam histórias de antigamente antes da televisão

Desperta nas crianças, do passado grande visão...

Falam de coisa interessante até do roceiro chamado doutor

Contam que o médico naquele tempo era um ambulante curador

 

 Os avós dão às crianças uma mercadoria muito cara

Chamada tempo que para os pais tornou-se coisa rara

Pais e avós devem estar em harmonia

Não deixar os meninos criar certa mania

 

O ponto de vista dos mais velhos pode enriquecer a criança

Proporcionando lhe carinho e trazendo segurança

Mas deve evitar o risco do excesso de carinho e de ciúme

E que ambas as partes tomem cuidado com a alteração de costum

 

Anápolis-Go. 15/06/04

valerianols@globo.com

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Bendize oh minh'alma ao Senhor...

 

Autor Valeriano Luiz da Silva

 

 

Bendize oh minh'alma ao teu criador

Pois desde que eu era informe ele já me guardou

Bendize oh minh'alma ao Senhor dos senhores

Pois ele tem me livrado dos perigos e terrores

 

Bendize oh minh'alma ao Deus onipotente

Pois ele tem apagado o fogo nesta minha vida presente

Bendize oh minh'alma ao Deus onisciente

Pois, todos os dias em minha mesa ele prepara o pão quente,

 

Bendize oh minh'alma ao Deus onipresente

Pois ele me livra do mal constantemente

Bendize oh minh'alma ao arquiteto do universo

Pois de sua comunhão não deixou que eu ficasse disperso

 

Bendize oh minh'alma ao Deus que sempre apareceu

Quando eu ia perecendo, pois minha força não deu,

Bendize oh minh'alma ao Deus que uma família me concedeu

E cuja prole com sua ajuda já cresceu

 

Bendize oh minh'alma ao Deus que sempre me conheceu

E um limite em minha vida ele estabeleceu

Não me deixou na pobreza para dele não blasfemar

Nem me concedeu riqueza para eu não vangloriar

 

Ainda que eu faça tudo que na vida ele decretar

Serei servo inútil, pois precisou de ordem para eu laborar,

Agora prosseguirei minha jornada

Bendizendo a Deus por esta longa estrada...

 

Anápolis Go, 09/06/04

 valerianols@globo.com

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Ser mulher é...

                            

Valeriano Luiz da silva

 

 

Ser mãe

Ter coração de bom tamanho
Mesmo que seja bela

O mais bonito é a sinceridade dela

 

No mundo ela é perseguida

Por muitos não são reconhecidas

Algum homem se acha machão

Nela pisa como se fosse ao chão

 

Quando nasce a linda bonequinha

Traz alegria pro papai e a mamãezinha

Coisa linda quando se engatinha

Que bonitinho é vê-la na escolinha

 

Mas logo vem a preocupação

Tornou-se moça cheia de ilusão

Ao sair na rua para muitos é tentação

Para os pais e irmãos é preocupação

 

Quando casa

Já é dona de casa

Corre aqui, corre ali...

De cansada não consegue dormir

 

Os filhos ela criou

Também os educou

Alguns filhos trilharam caminhos retos

Outros como utopia ficaram só no projeto

 

Assim é o seu dia a dia

De lutas e correrias

Dessa mãe que já foi um dia

Cheia de tanta alegria

 

Fica meu reconhecimento

À mulher esse grande talento

Mesmo aquela frágil cabeça de vento

Que perambula procurando sustento

 

A mulher é frágil

Não é bicho de presságio

Ela merece respeito

Não a tratemos de qualquer jeito

 

Caso marido e mulher vivessem mais unidos

Muitos casamentos não seriam rompidos

O coração de muitos não estavam doloridos

E a nossa vida na terra teria mais sentido

 

Anápolis Go, 04/02/05

valerianols@globo.com

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Lisboa - Portugal
 

Autor Valeriano Luiz da Silva

 


Vou falar de Lisboa, sem nenhum receio
Nesta terra lusitana, trinta dias passei
Percorrendo esta cidade, do passado me lembrei
Pensando na História do Brasil, no tempo mergulhei.


Passando sobre o Tejo, vendo as luzes da cidade...
Lisboa continua linda! com seu passado... e  modernidade
Lembro do Bairro da Alfama, com seus becos e vielas
Herança deixada pelos mouros, na antiga Lisboa bela.

Ouvi de perto a flor do Lácio, que no Brasil tem o mesmo traço,
Que Camões escreveu no exílio, num português sem embaraço
Na Rua Augusta não tem poluição...

Lá se anda tranqüilo, pelo seu calçadão.


Na Praça do Comércio, não adianta se distrair...
A estátua de D. José todos vêem erguida ali.
Numa Praça , a estátua do Marques de Pombal,
Que das cinzas fez renascer a Capital de Portugal.

É impossível falar tudo da Lisboa que eu vi
Vi a Torre de Belém, com navios passando ali
Fui á Estação Santa Efigênia, para embarcar no trem
Numa antiga casa provei os pasteizinhos de Belém

O Castelo de S.Jorge e o Mosteiro dos Jerônimos eu vi também

E o belo fado português que só eles é quem tem...


Do mirante, contemplei a paisagem da cidade
Dali fui visitar algumas Universidades
Visitei a casa dos bicos
Que é um patrimônio rico

Se eu falar mais de Lisboa Portugal não me perdoa
Falaria do Algarve, que fez parte da Coroa
Teria que falar da Universidade de Coimbra
Falaria de Cascais, Amadora e Sezimbra

Teria que falar do Minho, que é vizinho da irmã Galiza
O Portugal dos Pequeninos, que até mesmo adulto cobiça
Falaria sobre o Porto, de Miranda e do Alentejo
E das demais regiões, que relatar é meu desejo.

Quase que o mundo inteiro, Portugal conquistou
Gil Eanes contornou o Cabo Bojador
Descobriram o Brasil e também a Guiné
Colonizaram Angola, Príncipe e São Tomé

Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança
Fazendo inveja até na Inglaterra, Espanha e França.
Nuno Tristão explora o Senegal, Serra Leoa, e Costa do Ouro,
Tentando encontrar Marfim que valia um tesouro

Em Calicute, Damão, Goa, e Diu .Na Índia ... Vasco da Gama
Com este grande feito deixou no mundo grande fama
Conquistaram a Madeira, esse povo desbravador
Também chegaram aos Açores, enfrentando mil rumores

Diogo Cão esteve no Congo, outros em Cabo Verde e Moçambique
Nos perigos que encontraram, as Naus quase foram à pique,
Na Malásia estiveram em Málaca... na China, em Macau
Colonizaram o Timor, os heróis de Portugal.

Esse Portugal sonhador
Buscando riquezas, muito andou
Nas Índias, Ásia e América chegaram
E muitas terras conquistaram

Atingir o Oriente,  de Dom Henrique, era o objetivo
Este príncipe português deve ter sido muito ativo
Até em Gênova e Veneza buscou muitos sábios
Foram também os portugueses que aperfeiçoaram o Astrolábio


No Algarve, Dom Henrique
A Escola de Sagres comandou
Por este grande feito foi chamado O Navegador
Na descoberta de outras terras, esta escola ajudou

Vários países colonizados, a Portugal têm acusado
Mas eles nos deixaram um grande legado
Com essa poesia, eu louvo o esforço desse povo
Que não mediu sacrifícios pra descobrir o Mundo Novo

Poesia feita retratando a visita do autor a Portugal.

Anápolis-Go,  Novembro de 2001

valerianols@globo.com

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