Para cada flor que vejo,
Em cada campo onde passo,
Recordo tua poesia
Perfumada e colorida
Oferecendo seu néctar
Para alimentar almas famintas
De luz e aconchego.
As flores são assim
Doam sua beleza,
Ofertam o seu perfume
Iluminam os caminhos...
Por isso, tua poesia é flor.
Repousada no meu peito
Aquecendo meu coração
Acalmando meus pensamentos
Alimentando os meus sonhos...
As pétalas dos teus versos
Afagam minha inspiração,
Brilham em minhas retinas
Crispam os meus lábios
Recordam nossa canção.
Quando procuro meus poemas
Nos campos de flores
Fatalmente encontro os teus.
Em alguns momentos chorando
Em outros, brincando.
E, muitas vezes, amando.
E de todas as formas
São brancos e puros
Em meio aos verdes campos
Que habitam minha mente.
Permita-me admirar
O teu valsar ao vento
Com a fronte voltada ao sol.
O bailar das rimas incontidas,
O movimento das estrofes explodidas
Em êxtase de louvores
Ao singelo ato de amar.
Coloridos são teus sonhos
Doce é o cheiro da tua criação
Que enlouquece todo mortal
Que tem a dádiva
De ouvir o teu canto.
Ah, sublime poesia,
Leva-me para teus campos verdes
Vastos e calmos
Lascivos em seus segredos
Para em comunhão com as tuas palavras
Conceber essa pequena criatura
Que chamamos de paixão.
Doce poetisa, flor que diviso
Em cada campo que passo
Teus versos eu vejo infinitos
Nas estrelas do nosso espaço.
Paulo
26/11/05