Quando me calo
Sinto frio.
Não posso te falar de amor
Meu caminho torna-se sombrio
Meu grito aprisionado
Não pode te pedir perdão.
Quando me calo
Sinto medo.
Em não te levar o meu canto
E não dividir o meu segredo.
De não achar-te no caminho
De morrer de amor sozinho.
Quando me calo
Sinto a solidão
Ferindo o sentimento.
Apertando forte o coração
Sufocando minha paixão
Exilando meu pensamento.
Quando me calo
Sinto saudade
Dos teus olhos pequenos
Dos abraços serenos,
Das juras de verdade.
Do destino que jurou
Jamais nos separar.
A promessa que selou
O nosso versejar.
Quando me calo
Sinto a esperança
Na tu’alma habitar.
Adormecer em teu relento,
Perder-me em teus sonhos
Em uma infinita bonança.
Beber cada momento
Sentir cada alegria
Da nossa linda nostalgia.
Quando me calo
Sinto saudade,
Da tua suave beleza,
E tua serena tristeza.
Dos prados floridos,
Dos nossos planos esquecidos.
Conceda-me de amor as tuas falas
E assim saberei que quando calas
Anuncias as núpcias das nossas almas
Nos ventos mornos das noites calmas...
O silêncio já não existe, somente a magia
Da união da nossa poesia.
Paulo
São Paulo – Brasil
25/02/06