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Quando me Calo

Paulo Monteiro

 

Quando me calo

Sinto frio.

Não posso te falar de amor

Meu caminho torna-se sombrio

Meu grito aprisionado

Não pode te pedir perdão.

Quando me calo

Sinto medo.

Em não te levar o meu canto

E não dividir o meu segredo.

De não achar-te no caminho

De morrer de amor sozinho.

Quando me calo

Sinto a solidão

Ferindo o sentimento.

Apertando forte o coração

Sufocando minha paixão

Exilando meu pensamento.

Quando me calo

Sinto saudade

Dos teus olhos pequenos

Dos abraços serenos,

Das juras de verdade.

Do destino que jurou

Jamais nos separar.

A promessa que selou

O nosso versejar.

Quando me calo

Sinto a esperança

Na tu’alma habitar.

Adormecer em teu relento,

Perder-me em teus sonhos

Em uma infinita bonança.

Beber cada momento

Sentir cada alegria

Da nossa linda nostalgia.

Quando me calo

Sinto saudade,

Da tua suave beleza,

E tua serena tristeza.

Dos prados floridos,

Dos nossos planos esquecidos.

Conceda-me de amor as tuas falas

E assim saberei que quando calas

Anuncias as núpcias das nossas almas

Nos ventos mornos das noites calmas...

O silêncio já não existe, somente a magia

Da união da nossa poesia.

 

Paulo

São Paulo – Brasil

25/02/06

 

 

 

Música - Ernesto Cortazar - Sicilian Romance

 

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