A trapezista, hábil e bonita,
Apaixonou-se pelo bravo domador.
Mas quem a amava docemente,
Era o palhaço, aquela alma
aflita,
Que vivia encantando toda aquela
gente!

Um dia o domador, para grande
surpresa,
Largou de domar para virar uma
presa!
Amou a equilibrista, fugiram de
madrugada...
Deixaram a trapezista toda
desequilibrada...
Então ela chorou e foi ao
picadeiro,
Onde seus olhos de lágrimas
divisaram primeiro
O rosto do palhaço, sorrindo
tristonho.