REVIRAMUNDO
Às vezes sonho, simplesmente sonho
Com meus versos em algum lugar distante.
Nessa mesma imagem, vejo-me tristonho
Por ter a poesia como infiel amante.
Parece que minhas palavras saudosas,
Não são minhas únicas e legítimas filhas.
Parece que minhas poesias tão mimosas,
Deixaram-se perder nas vagas trilhas.
Sou um poeta que caminha cego,
Perdido, confundindo o próprio ego,
Trôpego, cambaleando à luz do dia.
Sou a própria procura angustiante,
Que submisso ao imenso amor errante,
Revira o mundo, a procura de poesia!
Paulo Monteiro
~ Recomendar ~
Copyright © 2003- Flori Jane WebPage
Todos os Direitos
Reservados