FILHO

Paulo Monteiro

 

 

O filho meu, que irá nascer para o mundo,

Há muito já habita os versos de minha poesia.

Ainda não sei se iremos chamá-lo um dia,

De José, Antonio, João ou Raimundo.

 

 

Sei apenas que está predestinado a ser poeta,

Assim como o pai que se entrega à amada,

Como o pai, que nasceu da lua prateada,

Assim como o pai, que avistou uma porta aberta.

 

 

Pela porta, encontrei-te a dormir em teu bercinho

E vi sua mãe cantando baixinho no ar,

Alegres canções e poemas de ninar...

E eu, repleto de alegria, chorando sozinho.

 

 

Sei que, como eu, irás seguir o teu caminho,

Deixando pai e mãe a acenar-te adeus.

Vá, meu filho, caminhe com carinho;

Os olhos dos teus pais serão os teus...

 

 

Paulo – 1984

Um ano antes do nascimento de Paulo Eduardo

 

 

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