Imagem by Blackeri

 

 

 

Separação

 

Você levou a minha metade

Naquele abraço de adeus.

Deixou em mim a saudade

Estampada em meus olhos ateus.

Sentir o calor de seus braços para mim

Foi o último ato de uma peça sem fim.

Não ensaiei palavras de despedida

Não me preparei para cuidar das feridas

Provocadas pela tua ausência.

As lágrimas, friamente segurei.

O soluço na alma eu guardei.

O olhar triste deixei para minha penitência.

O vento em seus cabelos dançava

Seus olhos brilhavam distantes

Os lábios, um beijo disfarçava.

Sentimos a cumplicidade dos amantes.

Nossas mãos se uniram pela última vez

A cor rubra tomou conta de nossa tez.

Juramos que nunca iríamos nos esquecer

Nas despedidas é o que resta dizer.

Abraçamo-nos sob uma chuva fina e calma

Ungindo a proximidade de nossas almas.

E o olhar, com um lamento desesperado,

  Escondia um choro disfarçado.

Ofertei naquele momento uma declaração

De amor incontido e pedi perdão,

Por amar-te no silêncio da minha oração,

Por desejar dividir a minha solidão.

Hoje meus versos buscam um sentido

 Para o ato triste da separação.

O que o amor pode ter unido

Não tem importância para a razão.

Em meu silêncio ofereço uma jura

Dessas que a vida nos ensina.

A fazer nos momentos de ternura.

Quando deparar-me com a chuva fina

A molhar lentamente o meu coração

Vou sonhar com o teu rosto de mulher

E cantarei uma canção qualquer

Para sufocar essa saudosa paixão.

 

Paulo

São Paulo – SP

04/12/05

 

Separação

 

Deixei a minha metade também...

Naquele último abraço que me deu

Apenas não revelei a verdade

Ao sussurrar-lhe um triste adeus

O calor do seu corpo em mim

Trouxe à tona um sentimento sem fim

Uma saudade desmedida

Uma lacuna a adentrar minha vida

Fruto da sua ausência, já tão real

E dos momentos que jamais esquecerei

O pranto assomou aos meus olhos

Eu não esperava lágrimas para aquele momento

Eu não estava preparada...e as dominei

O vento dissipou meus receios e, por um instante

Houve um encontro de almas, talvez

Mais do que despedida, um revolver de conflitos

Nossas mãos se encontraram, cúmplices

E a uma só vez nossos corações se confessaram

Gritando juras num silencioso olhar

Que mais nos restaria dizer naquele momento?

Você abraçou-me fortemente e eu pensei

Estamos mais juntos agora do que imaginei

E o seu olhar...o pranto contido, o lamento sentido

A esconder sua dor...Quanto me desesperei!

Ah...mal pude ouvir a sua voz embargada

 E suportar a dor que você tentou disfarçar

Como responder ao seu pedido de perdão?

Ah...meu querido, o quanto de mim se fez solidão

Depois de sua inesperada revelação, não sei!

Sei apenas que sofri demais com nossa separação

Difícil desfazer os nós que o amor faz

Impossível romper laços sem sofrer

Mas o silêncio que em seguida você fez, calou-me

Preferi silenciar também

A revelar toda a doçura que teria para dar-lhe

Por uma dessas ironias da vida não houve reparação

Foi até certo ponto, tímida, a nossa despedida

Tarde demais, talvez, para nós dois

Ou então nossa história era para ser assim mesmo

Compondo uma eterna e inexeqüível paixão.

 

Flori

São Paulo – SP

04/12/05

 

* Música - Stormy Weather *

 

~ Recomendar ~

 

 

Contato

Webmistress

Guestbook

 

 

Retornar para Flori Jane

Retornar para Paulo Monteiro

 

 

Copyright © 2003- Flori Jane WebPage

Todos os Direitos Reservados