Ao amigo que chorou
Paulo Monteiro
 
Ninguém nos viu, ninguém nos ouviu
nessa madrugada de dezenove de abril.
As almas choraram, as lágrimas rolaram...
Na noite fria as estrelas brilharam,
Mas ninguém nos sentiu
Nessa madrugada de dezenove de abril.
O amor que passou, a saudade que restou,
Fere a carne, a lembrança ficou.
Mas nada se manifesta, nada se move
Nesse mês de abril, nesse dia dezenove.
O teu choro, amigo, muito comove
E como as imagens informes e angustiantes
São águas passadas, fendas de instantes.
Esse pranto que sua alma atingiu
Não será esquecido nesse dezenove de abril.

 

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