Dizes que estás a
morrer
Quantas vezes porque
te assola o medo
Sentes o arrepio da
morte
Desfaleces na
descrença e na dúvida
Seja pela solidão ou
mal trato
Seja pela podridão
confusa
Que te consome
Que te cerca.
Mas estás viva
Estás numa confusão
saudosa
De uma terra e entes
queridos.
Estressada pelo efeito
translativo
Que transcende,
quantas vezes,
O raciocínio
A tua lógica.
Medita,
Pensa nos carinhos de
espíritos passados
Sente o vento frio
saudável
Sente a mensagem da
Mãe Terra,
O murmurar da água
E vê.
Sente os nossos irmãos
da montanha
O abraço amigo do mar
e do deserto
Sente as vozes das
aves
Os incessantes
conselhos das flores campestres,
A força corpulenta da
floresta
E medita
Vês a Luz que te
acompanha?
Sabes o que é?
É apenas a Luz que te
acompanha
Uma vela grande, com
muita vida,
Olha bem
Sente o doce odor a
rosas
Sente as mãos divinas
que te amparam
Sente o amor próprio
E vê.
Estás dentro dum
cilindro virtual
Podes ver tudo
Podes-te ver
Recuperar a tua
coragem
Sai desse cilindro
Respira fundo
Medita com toda a
força
Com toda a Paz
E Vive.
Quantas vezes o
ilógico
É o sextante que nos
permite
Navegar em águas
profundas
Puras, límpidas,
amenas.
Harmonia perfeita
No alinhamento astral
Dos teus pontos vitais
Numa simples oração
Ou numa prece
silenciosa
Perfeitamente audível
Pelo Ser Maior.
Medita.
Vive.
Luís Paiva Adães
09/04/03
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