ONDE ESTOU

 

No contraste elegante

Do banco gélido onde me sento

Surge o horizonte

Penetrando profundo o meu olhar

Descalabro da mente

Ante esta mescla de sentidos

 

Tudo é belo, perfeito,

Tudo é Luz,

Tudo faz sentido,

Não existem porquês nem mas

Existe sempre a resposta querida

Tudo é harmonia musicada

Numa só nota

Encanto das musas, ninfas poéticas,

Beleza cuidada, perfeita.

A natureza combinada sem opostos

Sem raivas, sem ódios, sem guerras

Sem instintos sobreviventes

Sem ausências

Ou necessidades viciantes.

 

E neste banco

Amparando o meu espanto

Pergunto:

Onde estou?

Que silêncio celestial é este

Que confortavelmente me abraça?

Quem és?

 

Luis Paiva Adães

adães.luis@sapo.pt

 

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