|
DESABAFO Sinto que se eu não escrever alguma coisa, irei explodir este meu peito que tanto dói... Nem sei o que dizer. Palavras me faltam, palavras não as encontro... Pensamentos confusos e obscuros invadindo meu cérebro, me trazendo uma sensação de fragilidade, e abandono ... Uma angústia que chega dando nó em minha garganta, e lágrimas contidas querendo molhar meu rosto... E vou escrevendo e descrevendo versos tristes, soltos, perdidos... Assim alivio minha alma Assim eu fico por horas infindáveis E no final junto tudo, invento frases, crio uma história, sem lógica, sem fim... Tento afinal, recriar V O C Ê !
Regina Bertoccelli
RECRIADO
Teu desabafo vem e me encontra amuado num canto, prostrado... tentando entender... juntando pedaços...
Os olhos perdidos no nada de uma tela O coração dolorido, teimando em bater desse modo lerdo e descompassado...
Parece até que a alma saiu para dar uma volta lá fora... Mas por que será que ela demora tanto em voltar?
Então... vem a tua voz me traz à vida... E o teu belo poema... com a tua angústia explicitada... vem e me reinventa...
e assim tal fênix, sinto-me das cinzas, renascer
A minha alma retorna da sua longa caminhada, agora já bastante serena..
E o meu coração novamente se alegra...
E a minha vida volta a ser novamente plena de luz... Da luz com que é banhada Pela delícia do teu amor! E a ti me entrego com a alma e coração
ambos renovados, reanimados, revigorados..
E eu... recriado!
Sou obra tua, e portanto... Apenas a ti pertenço!
Mauricio Santanelli
|