MÃE

 

Seus olhos cerrados

Velam seu rosto mágico

Suas mãos, pequenas que nem grão de arroz segura

Esculpem seus seios

Sorvendo a seiva da vida

Da beleza eterna de ser sua.

Seus ouvidos longínquos identificam

A leveza dos sons do carinho

Do canto samaritano da fiel natureza.

Seu corpo franzino, indefeso,

Sabe estar fortalecido, protegido

Até ao infinito.

Tudo é um ser único

Um todo, uma homenagem só

Á singela e simples presença

Chamada

MÃE

 

24/04/02

Luís Paiva Adães

estelaregis.adaes@ibest.com.br

 

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