RECIPRO...SAUDADE

 

Luiz Poeta ( sbbacem – rj ) – Luiz Gilberto de Barros

Às 18 h e 43 min do dia 16 de outubro de 2005 do Rio de Janeiro - Brasil

 

 

 

QUANDO PARTES...

Flori Jane - São Paulo - Brasil

Às 16h32 do dia 23 de outubro de 2005

 

 

Quando eu me vou, deixo a saudade em meu lugar;

Ela é engraçada, espera a oportunidade,

E se debruça pela luz do teu olhar,

Mas não magoa, não maltrata,não invade...

 

 

Quando partes, as sombras se recolhem sobre o meu olhar.

É desmedida a saudade que, impiedosamente, me invade.

Eu me domino, pois não quero que partas a cismar.

Ou entristecido... e, desse jeito, o meu gesto te ilude.

 

 

Chega discreta... a saudade é sorrateira...

Fica rondando o amor que a gente sente,

Como uma chuva que parece passageira,

Mas quando chega, molha até a alma da gente.

 

 

E assim, vais, sem perceber como é devastadora

A dor da saudade que a tua partida alardeia.

Meu coração, submerso em um vendaval, receia.

Inunda-se de uma tristeza avassaladora.

 

 

Tomas um susto, quando no teu coração,

Os batimentos parecem te revelar

Que toda vez que tu sentires solidão,

Minha saudade vai querer te visitar....

 

 

Ao silêncio profundo eu me entrego...a lamentar

O coração pára, e já não sinto suas batidas

Parece que nesse momento adivinho, nossa despedida

Será sempre assim, passe o tempo que passar

 

 

Quando ela chega, toma o sonho pela mão

Como um pintor delineando um quadro a óleo...

E o amor que jaz num canto da emoção

Pula da dor, salta no brilho dos teus olhos.

 

 

E essa saudade... que acreditas passageira

Se apodera de todos os sonhos que antes eram meus

De alegres, todos se tornam tristes sem os teus

A dor se apossa do meu peito, qual fiel companheira

 

 

Ah... mas depois que essa saudade te maltrata,

Essa ingrata toma outra direção,

Discretamente ela volta e te retrata

Com a mesma cor do amor que há no meu coração.

 

 

Tens razão em um ponto: o que sustenta o meu amor

É essa mesma saudade que deixas, suportável somente

Porque sabe contar-me também da sua dor

E do amor que, ao voltares, hás de entregar-me novamente.

 

 

 

Imagem - Getty Images

Música - Valsinha - Vinicius de Moraes - Chico Buarque

 

 

Direitos Autorais Reservados

Escola Nacional de Música RJ

 

 

 

 

 

~ Recomendar ~

 

 

Contato

Webmistress

Guestbook

 

 

 

Retornar a Poesias

Retornar a Flori Jane

 

 

Copyright © 2003- Flori Jane WebPage

Todos os Direitos Reservados