Naquele dia
Naquela confusão de batas brancas
Correrias, dores, suaves alentos,
E
muito amor
Tudo se envolvia
Á
minha volta
Em
que tudo já não era eu,
Qual egoísmo caduco.
Nada mais se ligava
Nada vais me importava
Não escutava um ai
Não escutava nada
Apenas restava o eco
Quase infinito
Do
hino que escutava sem fim
Da
alegria que existia
Em
cada letra soada
Do
futuro desejado
De
dizerem-me
Aquilo que queria ser
Na
palavra mais longa
Que até agora vivi
“PAI”.
Luis Paiva Adães
Portugal
adães.luis@sapo.pt