
Esperei a uma porta escura e fria
a tua chegada
Criei teias de aranha à minha volta
Pela esperança infindável
de te encontrar.
Senti o Sol morrer
A noite nascer
Tremi de frio
no denso nevoeiro que me escondia
Junto à Lua
Querendo ser minha irmã.
Fumei um cigarro nervoso
Bocejei cansativamente
Sentindo meus olhos a arder
No esforço de te querer sentir.
Recolhiam-se figuras conhecidas
Que eu ignorei
Estranhos que me olhavam
Que eu cumprimentei
Gentes soturnas da noite
que para elas se faz vida.
Chorei, Ri...
Tentei pensar sem conseguir
Troquei de perna
Olhei o relógio
Acompanhava passo a passo
os ponteiros dos segundos
Sentei-me no chão
Oscilei, levantei-me
E Esperei...Esperarei
Não Desisto,Verdade
Não Desisto, Luz
Não Desisto...
Por AMOR
Não desisto...Não desistirei
LUIS ADÃES
