ENIGMA
O vento gélido agita os pensamentos,
Como se o trono régio prometido
Mostrasse, agora, todos os desalentos
Negados antes de ser o escolhido.
A alma fria , refugio imerso da dor,
Pelo poder que lhe deram de enganar
E agora nem restava a chama de amor
A muitos mares e luas a suplicar.
Enigma de si, respostas na solidão,
Na harmonia descontente em que ficou
Mas ainda lhe restava aquela mão
Que num dia prepotente recusou
Mas que teimosamente acredita
No coração que amou e ali habita.
Luis Paiva Adães
04/10/04
adães.luis@sapo.pt