DELÍRIOS FEITOS DE PÓ.....

 

O suor consumia-o,

Jazigo perene feito leito

Que criara,

Tormentos, tremores, alucinações,

Medos do imaginário,

Fuga incandescente no fumo,

Dores esgares de lamentos.

 

E nos sóbrios intervalos,

Pergunta como e o porquê,

Querendo dizer não

Logo se agarrando na agulha

Da coragem e do poder

Cobardia das intenções.

 

Nos delírios verdejantes,

Agora amarelados,

Incinerou família, filhos que fugiram,

A riqueza feita em pó,

Manifesto na face mirrada

Do medo de si....

 

Fuga no desespero

No abismo ali tão perto

Erva semeada

Na primavera da adolescência

Invernos de ilusões,

Manifestos de nomes variáveis,

Modismos de gente famosa,

Imitações bastardas

De seqüelas sempre iguais.

 

Só tu és a cura,

Sabendo o que és

Podes salvar

Só tu podes sair

Mesmo que fora de moda,

E semeares um campo de tulipas

E não de folhas feitas estrelas,

Amantes do teu destino

Papoulas nascidas

Em campas rasas.

 

Luis Paiva Adães

adaes.luis@sapo.pt

29/11/04

 

 

~ Recomendar ~

 

 

 

Contato

Webmistress

Guestbook

 

 

 

Retornar

 

 

Copyright © 2003- Flori Jane WebPage

Todos os Direitos Reservados