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DELÍRIOS FEITOS DE PÓ.....
O suor consumia-o, Jazigo perene feito leito Que criara, Tormentos, tremores, alucinações, Medos do imaginário, Fuga incandescente no fumo, Dores esgares de lamentos.
E nos sóbrios intervalos, Pergunta como e o porquê, Querendo dizer não Logo se agarrando na agulha Da coragem e do poder Cobardia das intenções.
Nos delírios verdejantes, Agora amarelados, Incinerou família, filhos que fugiram, A riqueza feita em pó, Manifesto na face mirrada Do medo de si....
Fuga no desespero No abismo ali tão perto Erva semeada Na primavera da adolescência Invernos de ilusões, Manifestos de nomes variáveis, Modismos de gente famosa, Imitações bastardas De seqüelas sempre iguais.
Só tu és a cura, Sabendo o que és Podes salvar Só tu podes sair Mesmo que fora de moda, E semeares um campo de tulipas E não de folhas feitas estrelas, Amantes do teu destino Papoulas nascidas Em campas rasas.
Luis Paiva Adães 29/11/04
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