Gaia, grandiosa Mãe Terra

Flori Jane

 

 

 

Oh, Gaia, poderosa deusa cósmica

Que, tranqüila, suporta quando Úrano a cobre

Lançando-te as sementes celestes que fecundas

Originando os seres e os animais

 

Oh, receptiva fêmea que o arado penetra

Que às sementes acolhe, indiscriminadamente

Mulher ardorosa que a chuva fecunda

Qual sêmen do Céu, teu amante fiel

 

Da mansão dos deuses, deusa talentosa

Que comanda a vida: o nascimento e a morte

Em teu seio fértil acolhe-nos serena

Obscura e generosa senhora

 

Doce Mãe, Mãe de doçura infinita

Dá-nos teu colo amoroso

Sustenta-nos em teus calorosos braços

Contém-nos, oh, guardiã da vida

 

Soberana entre as soberanas

Força geradora de todos os seres

De tuas virtudes, ensina-nos e regenera-nos

Dá-nos de tua fertilidade, o grão

 

Magna Mãe, Mãezinha dileta

Ama-nos como filhos prediletos

Como à tua Core, filha mais que amada

De teu seio, por Hades  raptada

 

Grande útero, deusa poderosa

Perdoa-nos o mau uso, os abusos

E contém a tua ira, na ronda fervorosa

Em que, impiedosa, negas florescer

 

Recolhe a triste lágrima que escorre

De tuas entranhas expulsa o lamento

E dá um fim ao rude tormento

Que a mão do homem cruelmente te impõe

 

Contém teu pranto e a revolta

Usando a força feminina que te é própria

Perdoa teus filhos, segura-lhes a mão

Corta-lhes o ímpeto de desonrá-la em vão

 

E permanece bela, encantadora mulher

 Envergando os trajes de tua origem divinal

Corrige teus filhos e dá-lhes a compreender

A sagrada  harmonia do teu ritmo natural

 

Se tanto doas, se és fonte de fartura

Sê, pois, complacente e perdoa

Majestosa senhora, teus filhos inconscientes

Mantendo intacto o ciclo das estações

 

Concede-nos teu imperecível amor

E a facilidade incrível com que geras

Abandona o teu luto e rancores

E protege-nos, grandiosa Mãe Terra!

 

17/03/2005

 

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