Caminhos

Flori Jane

 

Sigo, a passos incertos

Procurando suas marcas nos caminhos abertos

Pelo meu caminhar

Sigo suas pegadas, invisíveis

A esmo deixadas, esquecidas...

Sob a fina luz do luar

Foram tantos os lugares percorridos...

Tantas as coisas vividas, ou ainda por viver...

Já nem sei por quantos caminhos me perdi

Em quantos chorei, também não sei dizer.

E as esperanças que vi

Desperdiçadas, tantas... por mãos insensíveis

Ficaram como estacas a demarcar o caminho

Que exausta, percorri

Serão nossos caminhos contrários, ou paralelos

Se nunca o posso ver?

Se a cada avanço que faço, parece que me afasto

Ainda mais de você.

Quem dera a mão de um anjo (que atrevimento...)

Atendesse meu pensamento e unisse nossos destinos

Sobrepondo nossos caminhos.

Ou então, quem dera pudesse eu

Convergir a linha do firmamento

Trazendo seus passos de volta aos meus, de uma vez.

Mas eis que faço e refaço os meus passos

E a cada volta o que encontro são pedaços

de mim mesma e o que a vida me espelha

Impiedosamente:

Minha própria imagem, fragmentada

E cada vez mais só.

 

22/07/2004

 

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