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| A Dor do Amor Flori Jane
Oh! Pungente dor Que o meu coração lacera Aquietar-te um dia, quisera!
Mas, se sem medidas ainda te amo E de ti, por inteiro, tornei-me prisioneira Enredada nas teias insólitas desta paixão Padeço, inutilmente, em meu sofrimento
Não sei dizer o quanto hei de aguentar ainda Sem o teu corpo para me amparar Cansei-me de adivinhar-te em loucos devaneios Liberta-me dos grilhões que um dia criei!
E se foi a dois que este amor se fez... Ajuda-me agora a varrê-lo do peito Ou, então, ajuda-me a limpar direito Os estragos que deixastes ao me abandonar
Oh, sentimento infértil, que meu coração constrange Deixando-me inerte, no mais puro desalento A viver apenas pela metade Que a outra parte, roubou-ma o teu olhar
Deixando-me assim, em completo desamparo Sem saber se tudo que houve foi em vão Rouba-me de vez a alma, já que o coração Partiu-se há muito tempo nesta solidão.
Oh...incansável paixão Que, sem piedade, o meu coração consome Aquietar-te um dia, quisera!
15/7/2005
Imagem: Alberto Pancorbo Música - Nostalgy - Richard Claydermann
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