Fael
Rosa Magaly
Guimarães Lucas
Eire
E Fael foi-se embora... Voou como um anjo
Deixando atrás de si, um rastro de dor.
Tinha no seu olhar um triste brilho,
Pertinente aos que tem resignação...
Para o buscar, veio São Miguel Arcanjo,
Enviado de Jesus, o Pai cheio de Amor,
Que jamais deixa de atender Seu filho,
Que agora está junto a Seu coração.
Não mais sofre Fael... a lenta agonia,
Que o fazia penar, chorar a enfermeira,
Foi por Deus afastada e agora a vida,
É-lhe só alegria e de puro encanto...
Pobre Mãe que te devolver queria,
A seu útero, tua cama primeira,
Na esperança de naquela jazida
Poder-te embalar com um acalanto.
Junto a teu leito estava a doce Lília,
Anjo bondoso e puro que desceu,
Para distribuir amor e carinho,
A quem enfermo está, pobre coitado...
Quanta vez ela por ti orou em vigília,
Nas horas mortas, quando a noite é breu,
A chorar, soluçar por ti, um anjinho,
Quando te via a sofrer, desesperado?
Ah Deus que És Pai bondoso e justiceiro,
Consola a mãe que a doença tão cruel
Levou-lhe o filho, e com ele a vida,
Que está fria, sem cor, e sem beleza...
Dá-lhe o conhecimento verdadeiro
Da Celestial Pátria em que mora o Fael,
Uma Pátria de luz, tão colorida,
À espera dela e Lília, com certeza.
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