À Procura de um Amor

Rosa Magaly Guimarães Lucas

Eire

 

 

Meu amor, te hei buscado em toda a parte,
Aos rés das montanhas, ao nível do mar,
Entre matas e cerrados, nos lagos,
E pelos rios, cachoeiras e regatos...
Sob um céu límpido de primavera,
Sob as tormentas do outono, do inverno,
Flutuando em sonhos lindos de verão,
Ao vento leviano da fantasia...
Em farrapos estou, de procurar-te,
Sem lograr querido, te encontrar...
Queria ver-te, beijar-te, e com afagos,
Tocar-te realmente; não em teus retratos,
Que de ti fazem o Príncipe da Quimera
Pela qual atravesso o céu e o inferno...
E nada, Amado, és a alucinação,
A luz da estrela solar fugidia,
O som triste, das cordas do violino,
A doçura da flauta que ao tocar
Minh’alma eleva, acalma o coração.
És como o cantar de anjos celestiais
Que um dia haveremos de encontrar...
Eis que se rasga a escuridão do céu
E, num cavalo branco lindo, alado,
Amado meu, tu me vieste encontrar.
Ah, desde aquele dia um cristalino
Elo de amor nos veio enfim atar,
Com o laço da vida e da emoção,
puro como o mais puro dos cristais...
Com o amor eterno, Bem, a nos ligar,
Já não mais andarei de léu em léu,
Pois que meu cavalheiro apaixonado,
Está junto de mim, e vai ficar.

Jacaraípe, janeiro de 2004.

 

 

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