Black Out
De repente paro.
Apenas ouço.
Respiro fundo.
Presencio até minha aura.
Sentencio a alma:
“Combalida existência.
Apóia-te em barrancos
sombrios
Da profana individualidade
mundana”.
A humana divindade que me
aflora,
Não é blasfêmia ou coisa
assim;
Porém sim, insuficiente a
sucumbir
A tudo que agoniza e ofusca.
Carrego luz difusa.
Irradio-a no prisma da
verdade,
Mas o reflexo da confusa
realidade
Remete-me à terapia da
insanidade,
Na busca de uma indulgência
Ou na cura de minha
adversidade.