O Amor,
sublime impulso de Deus,
é a energia
que move os mundos:
Tudo cria,
tudo transforma, tudo eleva.
Palpita em
todas as criaturas.
O ódio é o
Amor que se envenena.
A paixão
é o Amor que se incendeia.
O egoísmo é o
Amor que se concentra em si mesmo.
O ciúme é o
Amor que se dilacera.
A revolta é o
Amor que se transvia.
O orgulho é o
Amor que enlouquece.
A discórdia é
o Amor que divide.
A vaidade é o
Amor que se ilude.
A avareza é o
Amor que se encarcera.
O vício é o
Amor que se embrutece.
A crueldade é
o Amor que tiraniza.
O fanatismo é
o Amor que se petrifica.
A fraternidade
é o Amor que se expande.
A bondade é o
Amor que se desenvolve.
O carinho é o
Amor que se enflora.
A dedicação é
o Amor que se estende.
O trabalho
digno é o Amor que aprimora
A experiência
é o Amor que amadurece.
A renúncia é o
Amor que se ilumina.
O sacrifício é
o Amor que se santifica.
O Amor é o
clima do universo.
É a religião
da vida, a base do estímulo e a força da criação.
Ao seu
influxo, as vidas se agrupam, sublimando-se para a imortalidade.
Nesse ou
naquele recanto isolado, quando se lhe retire a influência,
reina sempre o caos.
Longe dele, a
sombra se coagula e prevalece.
Em suma, o bem
é o Amor que se desdobra, em busca da Perfeição no Infinito,
segundo os Propósitos Divinos; e o mal é, simplesmente, o Amor
fora da Lei.
Texto
retirado da Revista da Boa Vontade/1952
Publicação da
Legião da Boa Vontade
Colaboração de
minha amiga Maristela
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