Vem ... Entra.
Vou abrir as portas
Do meu computador!
Entra!!!
Traz pra mim
Esse riso gostoso
Que nunca ecoa!
Conta para mim
Tuas velhas histórias,
Deixa que eu me deite
Em teus ombros invisíveis
E segure em tuas mãos firmes!...
Não sei olhar em teus olhos,
Mas sei sentir teu olhar,
E tuas palavras
Entram direitinho
No meu coração.
O mundo parece tão pequeno
Atrás deste monitor!
Ah! Tu vens.
E eu nem sei de onde,
Sem passaporte
Atravessa as fronteiras
Do limite do impossível,
Trazes muita paz
Uma palavra, um verso
E flores coloridas
Sem perfume,
Mas que são bálsamo
Para a alma!...
Vou abrir minha casa
Para que tu entres!...
Tomes um café com bolo,
Me contes de ti,
Permita que eu ria teus risos,
E deixa que eu seque tuas lágrimas,
Se preciso for.
Tu não és apenas um nome
Que se esconde atrás de um arroba,
Tu tens alma
E asas,
Como os verdadeiros anjos...
Tu tens um "eu"
Que precisa e deve
Ser respeitado,
Que precisa e deve
Ser amado.
De virtual, na verdade,
Tu não tens nada!!!
Claro!!!
Meu café não tem sabor
E meu bolo não é doce,
Quando virtual,
Mas meu carinho
E meu amor
São, nessa rede toda,
Tudo o que tenho de mais real.
Então...
Entra sem bater!!!
Senta-te!
Tem café, bolo
E meu amor
Esperando por ti
Atrás do monitor
Deste meu computadorDavid Lopes.(Texto recebido de Tânia Alves).
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