O vizinho do lado

Não suporto o meu vizinho!

Imagine que o danado,

com a cara mais lavada,

passa pela minha frente

como se eu fosse nada.

Não suporto o meu vizinho!

Roda pelo bairro todo,

sem prestar nem atenção,

e se esquece que uma vez

lhe emprestei o meu pião.

Não suporto o meu vizinho!

É um moleque egoísta,

pedalando assim a esmo,

não quer nem saber dos outros

pois só pensa em si mesmo.

Não suporto o meu vizinho!

Se eu pudesse, agora mesmo

me mudava de cidade,

ou melhor: mudava ele

pra bem longe, na verdade.

Não suporto o meu vizinho!

Ele tem cara de bolo,

de embrulho sem barbante,

de bocó e de pateta!

Ah!, moleque feio e tolo!

Pensa que é muito importante

só porque tem bicicleta.

Não suporto o meu vizinho!

Eu só vou mudar de idéia

de uma forma bem completa,

se o danado do vizinho

me emprestar a bicicleta...

 

Pedro Bandeira

(Cavalgando o Arco-Íris)

 

 

E-mail

Página Principal

                                                                                                            

Retornar                                                                                              Avançar