A você, amor que 

não conheço

 

 

 

A você, meu amor, 

que não existe para além do meu desejo

A você, que não tem nome,  

não tem rosto...

e que eu não vejo

A você, que mesmo assim 

domina os excessos dos meus sonhos

Controlando a alegria, 

a tristeza... 

e o prazer de cada dia

 

 

A você, fugidia imagem, 

que se embaraça

Na louca trama 

da teia que eu teço em agonia

 A noite toda, 

afogada em vãos desejos

Somente a ti 

eu me entrego totalmente

Somente em ti 

eu me recosto sem segredos

 

 

Com você eu me permito 

e me concedo

Na sua hora 

eu me eternizo e me transcendo

A você, meu doce amor, 

dou a minha alma

Tivera um rosto e, 

certamente, 

eu não daria.

 

 

 

 

Flori Jane 

10/07/2001

 

 

 

                                                                      

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